06/07/2011

Começo a pensar se realmente valerá a pena. Dou por mim a contar os segundos para que este inferno passe, para que esta jaula em torno de mim desapareça e me possa sentir livre de uma vez por todas. Sinceramente, as esperanças já estiveram num ponto em que não eram muitas, entretanto aumentaram mas eu agora mal as vejo.
Apetece-me dar um grito de revolta e apetece-me que este seja escutado no mais longínquo lugar. Seria dos menores privilégios que toda esta raiva que guardo dentro de mim teria! Era o mínimo que eu desejaria para ela, porque na verdade, se ela desaparecesse, aí sim eu sentir-me-ia tranquila!
Estou farta de ter os punhos atados às cordas do nada, e ter nos meus ouvidos sempre o zurrar dum ninguém que eu nunca vi!
É um vazio que a cada dia teima em me invadir o coração, e sem pedir perdão (que era o mínimo que podia fazer por mim) me destrói.
Esse vazio não tem qualquer piedade de mim e eu só quero que ele desapareça e que surja em mim um turbilhão de sentimentos que me preencha! Quero sentir a toda a hora o que o mar me transmite, não só quando o vejo. Preciso de ser tratada da maneira que ele me trata e não com 20 pedras na mão de alguém que eu não conheço, aliás, de uma multidão de pessoas que nunca se cruzaram comigo na vida até aquele instante! Preciso de sorrir por um pouco, preciso que me sorriam, preciso que me apazigúem a alma eternamente!

1 comentário:

Anónimo disse...

Quem espera sempre alcança, costuma-se dizer.

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